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Desidratação Infantil – cuidados redobrados no verão

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Há alguns dias tomei um susto enorme ao perceber que os lábios da minha filha estavam bastante ressecados, ao ponto de chegar a ferir e sangrar. A situação se deu em decorrência de um quadro de febres prolongadas por causa de uma virose que a deixou longe da escola por alguns dias. Consequência bastante comum e aceitável, assim explicou a pediatra. Acontece que isso me deixou em alerta quanto à questão da desidratação, muito comum em crianças, especialmente na época mais quente do ano, o verão.

Então, pensando nisso, resolvi dividir um pouco de informação sobre o assunto e assim permitir que as famílias desfrutem dessa estação tão esperada com mais segurança e tranquilidade.

O que é desidratação?

É a perda excessiva de água pelo organismo sem a necessária reposição em nível adequado, comprometendo as atividades fisiológicas de forma satisfatória.

Por que as crianças estão mais suscetíveis?

A massa corporal de uma criança é composta por 75% de água. O que significa que esse elemento é fundamental para o bom funcionamento das suas atividades diárias, assim como das funções vitais.

O que pode causar a desidratação?

Em regra, a desidratação surge associada a um quadro de pouca ingestão de água, diarreia, distúrbios gastrointestinais, sudorese excessiva e febre.

Como identifica-la?

A criança pode apresentar lábios ressecados, boca seca (pouca produção de saliva), olhos fundos e olheiras, afundamento da moleira (no caso de bebês), além de pouca urina ou urina escura e com cheiro forte.

Como se dá o tratamento?

A depender do grau da desidratação, que pode ser leve, moderada ou grave, o tratamento pode ser feito em casa com o aumento da ingestão de água, associado ao soro caseiro ou no hospital com hidratação por via endovenosa.

Para as situações de desidratação leve, o velho soro caseiro já resolve: 1 copo de água para 1 colher (sopa) de açúcar e 1 colher (sobremesa) de sal.

Quando buscar ajuda médica?

Sempre que a criança se mostrar apática, quieta demais ou muito irritada, quando chorar sem lágrimas ou apresentar quadros prolongados de vômitos e diarreias, a família deverá buscar orientação médica.

Como evita-la?

  1. Ofertando maior quantidade de água, sucos e frutas ricas em água, como melancia, laranja, morango e abacaxi;
  2. Vestindo as crianças com roupas leves, de cores claras e tecidos que permitam a transpiração, como o algodão;
  3. Evitando expor a criança a temperaturas muito elevadas. Portanto, os passeios ao ar livre, como praia e parque, deverão ocorrer no início da manhã ou no final da tarde, horário em que os  raios de sol não são tão intensos;
  4. Retirando a criança de ambientes fechadas e de pouca circulação de ar. Privilegie as atividades ao ar livre, considerando a recomendação anterior;
  5. Dando mais banhos do que o costume e promovendo brincadeiras na água. Mas tenha cuidado com o uso em excesso de produtos de limpeza (o sabonete deve ser usado apenas uma vez por dia) e com a temperatura da água (nada de banhos quentes nessa época do ano!);
  6. Evite intoxicações, alimentando a criança de maneira adequada, sem fugir muito do cardápio habitual.

Como viram, evitar a desidratação não é uma tarefa difícil, exige apenas um pouco mais da nossa atenção com os pequenos. Mas esse cuidado redobrado vale a pena. Assim, garantimos um verão divertido e longe de preocupações desnecessárias.

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